Sábado, Agosto 26, 2006

Só de sacanagem...

Meu coração está aos pulos, quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isto que está indo ao ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro, que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, este dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro e a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam. Não roubarás! Devolva o lápis do coleguinha! Este apontador não é seu, minha filha! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear, mais honesta ainda eu vou ficar, só de sacanagem. Dirão: -Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba! E eu vou dizer: -Não importa, será este o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez, eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o “escambal”. Dirão: -É inútil, todo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal. E eu direi: -Não admito! Minha esperança é imortal, e eu repito, ouviram? IMORTAL! Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.

Quarta-feira, Agosto 23, 2006

Eu aprendi.

Sendo praticamente um garoto, ainda, sei que não vivi muita coisa nesta vida, mas com o pouco de experiência que tenho já deu pra entender mais ou menos o jeito de se comportar, principalmente quando temos a triste função de ser subordinado.
É o seguinte, no primeiro emprego decente que tive, meu cargo não era dos melhores. Fazia um serviço chato, super rotineiro e cansativo, e com o passar do tempo fui ficando cada vez mais desgostoso com tudo aquilo, mas dependia da chatice pra ter meu dinheiro no fim do mês. Logo, um de nós (funcionários da mesma empresa – trabalhávamos como prestadores dentro de uma outra) deveria ser mandado embora - corte no quadro de funcionários – e foi aí que, enquanto todas as meninas choravam pelo medo de não poder comprar seus sapatos caros de cada mês, eu me ofereci, já não agüentava mais. E ah, tenho que deixar claro que, apesar de gostar muito da minha supervisora, nunca fui o preferido dela, tinha gente que fazia muito melhor o papel de puxa saco por ali.
Algum tempo longe da tal empresa e logo fui chamado a voltar, mas em outro lugar, pra um tipo diferente de trabalho, e fui lá, feliz. Pessoas diferentes, comportamentos diferentes, tudo mudou. O primeiro supervisor, um japonês, era bem imparcial, simpático com todos, e mesmo que estivesse muito bravo com alguém por causa das tarefas, só pedia pra que fizesse de outro jeito, sem mostrar sua imensa insatisfação. Enfim, dias depois volta de férias a toda poderosa que futuramente se transformaria na versão real da Cruela Malvada, aquela do filme dos cachorrinhos, que agora são interpretados por gente de verdade. Todos os dias uma grande cara de “poucos amigos”, mas só até eu conquistá-la, afinal, era o único que não a conhecia até antes de seus dias de descanso. E não é que deu certo? Às vezes tenho até medo de parecer me colocar naquele papel de puxa saco que já citei lá em cima, mas não, o negócio é que ela endoça todas as minhas palavras, aplaude as minhas atitudes, o meu jeito, meus gostos, mas tudo por quê? Porque simplesmente ajo do jeito que ela gosta, praticamente como ela quer. Tenho que admitir, de vez em quando torna-se chato, porém, é preciso submeter-se em certas horas. Mas o que importa mesmo é que está funcionando, e creio que isto possa me favorecer em muitas situações de agora e/ou futuramente.
Em resumo, escrevi este post pensando um pouco acerca do comportamento humano, que é algo completamente fascinante. E se alguém afirma ser irredutível em todos os instantes, é mentira, basta querer ou precisar mudar, mesmo que “temporariamente”.

Domingo, Maio 07, 2006

Agora é maio!

Mais uma semana se foi, ou melhor, mais um mês, e o que ficou de bom? Sei lá! Se bem que, abril foi um mês bacana. Viajei, conheci gente nova, conheci gente que já conhecia, mas não pessoalmente... Ah, não tenho muito do que reclamar.
Apesar de todas as coisas boas, abril também foi um mês de muita encheção de saco, mas conforme tenho aprendido, ser subordinado na maioria das vezes não é fácil.
O relacionamento interpessoal nunca foi algo tão complicado pra mim, e acho que nunca vai ser, mas há momentos em que sinto vontade de pegar a cabeça de determinados seres e arremeçar bem longe, como uma pedrinha sendo lançada por um estilingue. Na verdade, eu gostaria mesmo era de entender o porque de algumas pessoas fazerem questão de exibirem-se tão mal humoradas, de cara feia, ou até mesmo chatas! Poxa, é bem verdade que nem tudo são flores nesta vida, mas eu, pelo menos, me sinto obrigado, mediante tantas chatiações que o dia-a-dia já proporciona a todo mundo, a ser no mínimo simpático, e quando não estou bem, ficar calado, afinal, ninguém merece, além dos seus problemas, ter que suportar a mim e os meus também.
Bom, acho que já deu pra perceber que eu não sou muito de dar nomes aos bois né? Mas fazer o que? Estamos na internet, e enquanto isto aqui for uma rede aberta à todos, é muito arriscado correr o risco de a qualquer momento ser surpreendido por "xeretas de plantão". hehe
Tô indo...

Domingo, Fevereiro 12, 2006

LIBERDADE DE EXPRESSÃO!!!

- Sabe, acho que hoje em dia eu já não estou mais nem aí para o que todos pensam sobre mim. Claro, isto não significa que eu vá sair fazendo e falando o que quiser a torto e à direita, mas, na verdade, o que quero dizer é que, as pessoas esperam muito da gente, quando deveriam somente pensar nisto quando já tivéssemos feito qualquer coisa passível de julgamento (se é que isto cabe a alguém fazer).
- Sinto vontade de gritar quando alguém se acha no direito de “exigir” algo de mim. Posso parecer rebelde, mas digo mesmo: “– Só faço o que tenho vontade!”, e é assim mesmo que tem de ser. Sei que muitas vezes também espero que as pessoas façam o que acho certo, mas elas também deveriam ser assim, e ao contrário de muitos, abrirem a boca pra reivindicar o seu direito de ser feliz do jeito que é.
- Palavras... O que são palavras quando ditas somente para cumprir qualquer papel? Nada! Elas não valem nada! Prefiro ficar quieto quando é assim, e sim, eu sei usá-las, também, quando acho necessário, ou quando cabem. Poxa, será que é tão difícil ser “original”, ou todos devemos ser iguais pra vivermos nos agradando? WOW! Que mundo chato seria.
- Enfim, só resolvi escrever isto pelo tamanho inconformismo que carrego comigo sobre determinadas opiniões de algumas pessoas, que cismam em dizer que devemos tentar mudar nosso comportamento mediante situações que, na verdade, nem são, em sua maioria, erradas, mas simplesmente por um capricho pessoal!

- Por isto, digo e repito: ABAIXO A REPRESSÃO MORAL!

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

Tentando compreender algo...

- Hoje eu tava pensando numa destas horas em que não se há nada pra fazer, o porque de ter escolhido justamente este nome pro meu flog: "SEM TER O QUER FALAR". Baseado naquela famosíssima frase, me expresso: "- Penso, logo desisto!" Não consegui de forma nenhuma arrumar algum argumento que explicasse melhor o título deste meu diário pessoal, senão: "- Porque eu, realmente, quase nunca tenho o que falar!" Se bem que, isto é um tanto quanto engraçado, né? Poxa, nós vivemos e analisamos tantas coisas que estão ao nosso redor durante todos os dias, e quando paramos pra tentar trazer a memória algo que possa ter sido marcante, o que é que vem? Nada! É, nada! Vem somente o desânimo de mais uma vez escrever algo que ninguém vai ler e que certamente deve ser abonadonado como os milhares de textos que nós podemos encontrar sem nem mesmo conhecer, apenas digitando algum domínio destes famosos na frente de um nome comum qualquer. Mas... pra que? Porque? Qual a razão de ter um blog? É querer tornar sua vida pública? Tornar algo mais conhecido? Ou pra somente saciar a vontade de falar sobre nada?
- Bom, seja qual for o principal motivo para tal, o que eu acho é que todos deveriam prezar um pouquinho mais o que acontece consigo, e já que é pra expressar isto de alguma forma, que façam como eu, pra daqui alguns dias, meses ou até mesmo anos, voltar nos seus endereços estranhos e complicados e ler sobre algum momento bom ou saudoso. Isto é bom, saudável, gostoso, prazeroso... eu garanto!

Domingo, Janeiro 08, 2006

Ooooooooh my God!

Há alguns dias minha vida tem sido mais emocionante. O porque? Só eu e Deus sabemos, aliás, espero que durante este tempo ele esteja "do meu lado". Talvez um sonho, uma visão, uma luz, um sinal ou qualquer coisa fizessem três dias tornarem-se um minuto e acabar com toda a expectativa. Não seria de todo mal, já que a esperança pra tal acontecimento nunca me fez mais triste, mas caso o resultado fosse positivo, me faria bem, sentiria-me realizado.
Nunca fui uma pessoa ingrata pela vida. Não me peguei nenhuma vez pensando que tudo o que já vivi é uma droga, ou que poderia ser melhor, mas é claro, tenho planos, e acho se tudo desse certo seria um grande passo pra uma caminhada longa mas cheia de satisfações.
Aiiiiiii, que raiva! Eu já fiquei assim, não foram muitas vezes, mas já. Porque será que o ser humano encontra horas nas quais não cabe em si? Será que não somos capazes de nos controlarmos? Será que ansiedade é doença? Credo! Preciso me tratar.
Mas enfim, a única coisa que digo e peço sem vergonha é pra que todos, os que lerem e os que não lerem isto aqui, torçam muuuuuito por mim.
Ahhhhh, não posso, então, deixar de dizer que aqui fica o registro, pra caso dê tudo maravilhosamente certo.
Um grande beijo no coração! =)

Sexta-feira, Julho 08, 2005

where are my wood face?

bom, eu não quero parecer o mais inútil de todos os terráqueos, mas mais uma vez postarei sobre algo meio "nonsense"... hoje aconteceu uma coisa normal comigo, que já vinha acontecendo há algum tempo, e eu, mais uma vez, fiquei praticamente sem ar, mas sabe porque? por causa do maldito medo! são coisas tão bobas, com tantas "luzes no fim do túnel", mas o bobão aqui, por medo, acaba preferindo se ferrar, ao invés de submeter-se a algumas situações nem tão constrangedoras assim. que vontade de ser o mais "abusado" nestas horas... no último post falei do "ser palhaço", mas o que me falta, neste caso, é a "wood face", o "sem medo de ser feliz"... ai ai ai, pode parecer simples pra algumas pessoas, mas pra outras é muito difícil. eu por exemplo, prefiro amargar uma derrota, do que correr e pedir socorro pra algumas pessoas, talvez pelo bloqueio que elas me causem, apesar de eu nem ser tão pentelho assim, vai? enfim, depois de tanto lenga lenga, o resumo do meu post seria: mom or daddy... just help me! rs